Eduardo Uszacki Batista

Sou altamente hiperativo.  Conheci o mindfulness em um momento que dividia minha vida entre dois trabalhos e estudos para concurso. Naquela época tudo parecia girar em torno de planilhas de horários, multitarefas, com (tentativa de) controle de cada minuto do dia. Eu era “escravo” de uma rotina que não tinha conexão com meus propósitos de vida. Busquei o mindfulness como uma reflexão e busca de autoconhecimento e o exercício das práticas me fez encontrar o que realmente eu almejava como estilo de vida, perceber o que havia de discrepância entre a vida desejada e a forma como eu estava vivendo, e qual a importância que eu dava para o momento presente. Desde então introduzi a atenção plena em minha vida passando a (tentar) ser observador de mim mesmo em todas as atitudes que tenho. 
Me tornei uma pessoa melhor comigo e com os outros, passando a ter muito mais gratidão pelas pequenas gentilezas do dia-a-dia e praticar hoje o que quero para o futuro, com mais compaixão, autocompaixão, empatia e aceitação. O exercício de não ser reativo frente às ondulações da vida é diário e nem sempre conseguimos imediatamente “surfar nessas ondas”, mas digo tranquilamente que o mindfulness mudou minha vida.

Eduardo Uszacki Batista